Mensagem
por luanna.costa » Qui Nov 10, 2011 6:29 pm
Ministério da Saúde
Conselho Nacional dos Secretários de Saúde
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
Resumo da Reunião do GT de Gestão - subgrupo de Informação & Informática.
Data: 19/10/2011. Horário: 09h às 12h. Local: MS, 1º andar – sala de reuniões do DATASUS Ed. Sede.
Participantes: MINISTÉRIO DA SAÚDE: Maurício Bucciolli Guernelli, Luanna Costa e Leandro Manassi Panitz – DRAC/SAS; Christiane Santos e Sidney Richardson - ST- CIT/SGEP; Francisco Marques, Cristiane Lustosa e Cléber Cabral – DATASUS/SGEP; CONASS: Nereu Mansano e Lourdes Almeida; CONASEMS: Marcos da Silveira Franco.
MS: Apresentou questionamentos levantados por estados e municípios em oficina de alinhamento estratégico onde se apresentou o protótipo do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde – CNES e esclareceu que em sendo necessário atender todas as sugestões levantadas, as ações para isso impactariam muito na disponibilidade do sistema e a expectativa do Ministério é de que já seja possível ofertar o instrumento já no inicio de 2012. Portanto solicita ao Conass e ao Conasems a eleição das prioridades elencadas na oficina, de modo a possibilitar o desejo de fazer certo no tempo ideal, entendendo a finalidade do CNES, bem como a permitir concluir os módulos por etapas do sistema online para que se inicie também por etapas a versão desktop. Destacou ainda que o MS está empreendendo esforços para conhecer a realidade tecnológica instalada nas UBS/Municípios por isso incentiva sistemas online, e também os sistemas próprios estaduais e municipais desde que as informações necessárias possam está disponíveis para o MS, por meio do barramento, por isso não incentivará a versão desktop. Destacou que o sistema está sendo desenvolvido para ser descentralizado ao prestador. Informou que a base de dados brutos será disponibilizada através do aplicativo „macro strategy?, conforme acordado com CONASS e CONASEMS, e disponibilizará também ferramenta para o tratamento destas informações. Explicou que será disponibilizada uma versão desktop para os municípios que justificarem a necessidade.
Conass: Elencou os pontos abaixo, baseado nas considerações feitas após reunião de avaliação do sistema CNES promovida pelo DRAC / SAS. E ressaltou que a maior preocupação do Conselho é evitar que a necessidade de uma rápida implantação do novo projeto ocasione a implantação de um sistema com falhas, o que acarretaria aos estados e municípios em retrabalho para sanar possíveis falhas.
1. Independente da tecnologia (java, delphi, .net, etc...) é fundamental a existência de uma ferramenta off-line. Sem ela é grande o risco de adesão a esse processo, especialmente em localidades de difícil situação de conectividade. Preocupação com o ambiente Web – Qual
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será a disponibilidade desse ambiente, preocupa também a grande preocupação com a infraestrutura do próprio DATASUS, considerando que a maioria dos sistemas on-line vem apresentando problemas importantes, como o SISREG, SINAN Dengue, Sistema da Influenza, etc... Segundo informações do próprio DATASUS na última reunião da Câmara Técnica de Informação e Informática do CONASS, os recursos para esta adequação só está previstos para o orçamento de 2012, portanto sua adequação seria impossível para o início de 2012, quando está prevista a implantação do novo sistema.
2. Preocupação com o ambiente desktop – Não está nos planos iniciais do MS a existência dessa versão. Como vão fazer os municípios sem conectividade estável?
3. Falta de clareza na migração dos dados – Não foi definido o que vai ser migrado e o que vai ter que ser redigitado pelos estados, municípios e prestadores.
4. Acesso às bases de dados – Foi falado que estaria disponível, mas não foi apresentada uma forma que permita que as bases de dados estruturantes como a do CNES possa ser acessada a qualquer momento pelas SES.
5. Limitações da arquitetura – Em vários momentos da apresentação, alguns recursos foram citados como “não possível” por limitação da arquitetura do sistema. Fica a preocupação com algo que já nasce com limitações. Quanto mais flexível for o sistema mais fácil será a adoção dele.
6. Integrações e Interfaceamento – foi mapeada a necessidade de integrações e interfaceamento com diversos outros sistemas existentes, será muito difícil gerir um grande hospital estadual tendo que fazer o registro de mudança de funcionário um a um tanto no sistema de RH do hospital como também no CNES.
7. Identidade visual – Cada sistema tem uma “cara” diferente, isso mata o operador na ponta que na grande maioria é multifunção (opera o CNES, a AIH e outros mais).
8. Interfaces externas – Varias vezes foi colocado que o sistema vai interfacear diretamente com o sistema da Receita Federal, a preocupação se refere a como vai funcionar isso na época do imposto de renda, onde a rede fica abarrotada de conexões para entrega da documentação? Foi feito um acordo de nível de serviço e disponibilidade desse acesso para o CNES?
9. Perfil de acesso – Sistemas coorporativos precisam de um controle de acesso mais elaborado do que o que foi apresentado, foi destacado pelo representante do CONASS na reunião com detalhes o funcionamento que chega em algumas vezes a controle em nível de campo de tela (ser exibido e poder ser alterado) mas foi apresentado que não havia previsão para algo assim tão robusto.
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Abordou ainda duas pendências, que solicita retorno ao GT:
1. Inciso V do parágrafo 3º do Art. 24, da PORTARIA Nº 940, DE 28 DE ABRIL DE 2011 - compete ao DATASUS/MS apresentar em 120 (cento e vinte) dias contados a partir da publicação, para avaliação e testes, em conjunto com representantes indicados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), os critérios e parâmetros utilizados no processo de organização da base de dados citada no inciso anterior;
2. Apresentação da Nota Técnica do CONASS sobre análise de situação atual dos Sistemas de Informações do SUS e proposta para adequação, relembrando que na ocasião em que este assunto foi pauta do GT (07/06/2011), houve consenso tripartite sobre a proposta apresentada, com poucas ressalvas no documento, que foi modificado e encaminhado para a ST-CIT, elaborar memorando a ser encaminhado para a Secretaria Executiva/MS, para posicionamento acerca da consolidação da proposta sugerida. A avaliação do CIINFO deveria retornar, sendo este documento também entregue em mãos ao Secretário de Gestão Estratégica e Participativa na reunião da CIT de agosto, ocasião, que o Ministério da Saúde comprometeu-se a levar os resultados e propostas de encaminhamento sobre o tema para discussão no Plenário da CIT.
Conasems: Questionou a possibilidade de padronização dos relatórios para as regiões de saúde e também se as Comissões Intergestores Regionais – CIR terão acesso à ferramenta e ao banco de dados. Apontou dificuldades para realização do monitoramento de municípios que utilizarão a versão desktop do sistema.
Encaminhamento: Datasus enviará ofício as CIB solicitando preenchimento e envio de questionário acerca das infraestruturas tecnológicas dos municípios – SGEP/MS, solicitação essa que será reiterada por Conass e Conasems. O citado ofício será informe da CIT de outubro.